1. Produzir uma remidiação. Justificar.
2. Encontrar um exemplo de hipermidiação e um de imediação. Explicar.
Imediação

"OGM a charc!1"
Como uma das idéias da remidiação é a apropriação de características de mídias diversas pelo computador, a minha idéia seria um computador de bolso “filhote”. Esse aparelho seria uma espécie de microcomputador que emularia algumas funções de um computador pessoal, mas teria uma pré-configuração que, ao ser conectado a qualquer computador, transformaria essa máquina conforme sua programação. Desconectado, esse dispositivo permitiria a reprodução de arquivos audiovisuais, possuiria um leitor de arquivos PDF e alguns outros programas básicos, utilizáveis através de sua interface. Contudo, no momento que fosse conectado a outro computador, ele transformaria toda a interface desta máquina num espaço pré-configurado pelo usuário, rodando programas instalados na sua memória, modificando a área de trabalho. Ou seja, praticamente adaptando aquele computador estranho ao usuário através de uma configuração previamente determinada.
Seria possível uma organização de interface semelhante ao site Netvibes; o usuário poderia acessar diretamente seus feeds RSS, além de suas páginas favoritas. Após o acesso, o indivíduo poderia efetuar o download de todo conteúdo rapidamente e navegar através dele pela interface do dispositivo. Com isso o indivíduo poderia baixar uma quantidade enorme de informações de blogs, jornais e revistas online simplesmente conectando esse dispositivo por minutos, ou até segundos, a um computador com acesso a Internet. Em adição, esse dispositivo poderia ser acoplado a uma antena que capte sinal wireless, acessando a rede e efetuando download de endereços já programados.
Esse dispositivo remidiaria, de alguma forma, a velocidade de acesso à informação da Web, além de diversas características do computador. Com ele a pessoa poderia receber atualizações de diversas mídias que costuma freqüentar simplesmente captando um sinal wireless. Uma pessoa poderia estar andando na rua e decidir parar em algum posto de gasolina que oferecesse suporte a esse tipo de conexão para se atualizar. Dentro de cinco minutos, por exemplo, essa pessoa teria acesso à manchetes dos seus jornais favoritos, matérias de revistas, últimas atualizações da sua lista de blogs (com comentários), previsão do tempo de cidades predeterminadas, atualização de eventos, atualizações do Twitter e até mesmo do Plurk (9,579 new responses), além de muitas outras informações. Seria uma espécie de navegador Web 2.0 portátil, embora não permitisse que o usuário interagisse diretamente com essa estrutura num primeiro momento. Logo, ele seria um novo tipo de mídia a ser explorada, embora atualizasse elementos de mídias já existentes. Passariam a ser produzidos textos pra serem acessados por esse aparelho, que pudessem ser lidos e compreendidos rapidamente (valorizando o Twitter, por exemplo), vídeos feitos para uma menor resolução (ressaltando o YouTube) e músicas que passariam a ser produzidas para fones de ouvido, que não seriam muito diferentes das que são produzidas hoje, pensando num consumidor que ouvirá os álbuns musicais através das caixas de som do computador.
Seria possível uma organização de interface semelhante ao site Netvibes; o usuário poderia acessar diretamente seus feeds RSS, além de suas páginas favoritas. Após o acesso, o indivíduo poderia efetuar o download de todo conteúdo rapidamente e navegar através dele pela interface do dispositivo. Com isso o indivíduo poderia baixar uma quantidade enorme de informações de blogs, jornais e revistas online simplesmente conectando esse dispositivo por minutos, ou até segundos, a um computador com acesso a Internet. Em adição, esse dispositivo poderia ser acoplado a uma antena que capte sinal wireless, acessando a rede e efetuando download de endereços já programados.
Esse dispositivo remidiaria, de alguma forma, a velocidade de acesso à informação da Web, além de diversas características do computador. Com ele a pessoa poderia receber atualizações de diversas mídias que costuma freqüentar simplesmente captando um sinal wireless. Uma pessoa poderia estar andando na rua e decidir parar em algum posto de gasolina que oferecesse suporte a esse tipo de conexão para se atualizar. Dentro de cinco minutos, por exemplo, essa pessoa teria acesso à manchetes dos seus jornais favoritos, matérias de revistas, últimas atualizações da sua lista de blogs (com comentários), previsão do tempo de cidades predeterminadas, atualização de eventos, atualizações do Twitter e até mesmo do Plurk (9,579 new responses), além de muitas outras informações. Seria uma espécie de navegador Web 2.0 portátil, embora não permitisse que o usuário interagisse diretamente com essa estrutura num primeiro momento. Logo, ele seria um novo tipo de mídia a ser explorada, embora atualizasse elementos de mídias já existentes. Passariam a ser produzidos textos pra serem acessados por esse aparelho, que pudessem ser lidos e compreendidos rapidamente (valorizando o Twitter, por exemplo), vídeos feitos para uma menor resolução (ressaltando o YouTube) e músicas que passariam a ser produzidas para fones de ouvido, que não seriam muito diferentes das que são produzidas hoje, pensando num consumidor que ouvirá os álbuns musicais através das caixas de som do computador.
2. Encontrar um exemplo de hipermidiação e um de imediação. Explicar.
Imediação

"OGM a charc!1"
A fronteira da mediação entre o indivíduo e o meio fica borrada. Logo, ele percebe o que vê tal como se fosse a realidade. No caso da imagem, o tubarão aparenta sair da tela, invadindo o cinema. Portanto, aparentemente ele transpõe o mundo virtual e invade o real.
Hipermediação
http://www.youtube.com/experiencewii
Embora o próprio YouTube já seja um exemplo de hipermídia, o canal "experiencewii" leva essa definição para um outro nível. Após visualizar o conteúdo da página, o usuário não consegue discernir claramente o que é o vídeo, o que é a estrutura da página, o que é "aquilo" que ele está vendo. A reprodução e a interpretação da mensagem aqui são extremamente valorizadas pelas características atribuídas ao canal.
3. Discutir vantagens e desvantagens da remidiação.Hipermediação
http://www.youtube.com/experiencewii
Embora o próprio YouTube já seja um exemplo de hipermídia, o canal "experiencewii" leva essa definição para um outro nível. Após visualizar o conteúdo da página, o usuário não consegue discernir claramente o que é o vídeo, o que é a estrutura da página, o que é "aquilo" que ele está vendo. A reprodução e a interpretação da mensagem aqui são extremamente valorizadas pelas características atribuídas ao canal.
A remidiação é vantajosa e importante pelo seu processo criativo. A apropriação das características de uma mídia por outra exige mais do que a mera adaptação da informação para o meio; ela exige inovação sobre o processo de reprodução da informação. A transição do rádio para a televisão, por exemplo, conferiu novos significados aos telejornais. Passou-se de um mero programa informativo, dando um aspecto teatral ao telejornalismo. O cenário e a imagem dos apresentadores são elementos tão importantes quanto a notícia a ser transmitida, pois eles possuem significação aos olhos do espectador. Uma boa imagem transmite credibilidade e pode ser convidativa a quem está assistindo o espetáculo. A informação, embora ainda seja o principal elemento, compartilha seu espaço com essa cenografia, o que era quase inimaginável no jornalismo feito no rádio.
A transposição (e a reposição) da mídia apaga as fronteiras entre dois canais para valorizar seu aspecto comum. A teatralidade que engloba o jornalismo televisivo o difere muito daquele feito pelo rádio, embora ambos os meios valorizem a informação em aspectos diferentes. O rádio trabalha com a instantaneidade, com a notícia reproduzida na hora em que acontece, enquanto a produção exigida pela televisão não permita essa reprodução. Contudo, a televisão permite que o espectador visualize o ocorrido “com os seus próprios olhos”. Quem assiste uma determinada matéria pode viajar por dentro daquele espaço tal como se ele estivesse a sua frente, dentro da sua perspectiva de realidade.
Com base nisso, cada midia exige uma forma diferente de trabalhar com o materal que veicula. A reprodução de um canal televisivo pela Internet passa a ser muito mais interessante no momento em que aquele canal foca-se diretamente no espectador que assiste pelo computador, preocupando-se com o ambiente à sua volta, com a forma com que ele percebe a informação, com toda a significação que o envolve naquele determinado momento em que ele pára para assistir aquele canal pelo seu computador, que é muito diferente da que o cerca no momento em que opta pela televisão. Logo, a evolução é uma exigência. É preciso ir além, a mudança é constante e, dada a exigência de quem a presencia e usufrui dela, precisa ser criativa, mediante ameaça de ser esquecida.
Contudo, há o lado negativo da remidiação. Tomando novamente como exemplo o caso da televisão, que remidia características do rádio, uma mídia pode se sobrepôr à outra, engolindo-a. Qual a utilidade de emissoras radiofônicas quando se pode acessar o conteúdo que se desejar através de canais de rádio através da Internet, por exemplo? O mesmo vale para a televisão: qual a importância de emissoras quando se pode muito bem fazer o download, mesmo que ilegalmente, do programa que se quer assistir? Embora esses questionamentos só sejam pertinentes quando analisados por determinados nichos, a democratização da informação e a expansão tecnológica tendem a englobar toda a população com o tempo. Em Pelotas, estima-se que 97% das casas possuam um aparelho televisor. Por que não, dentro de alguns anos, esse mesmo número não possa dispor de um computador pessoal com acesso a internet? A remidiação leva, de certa forma, à hipermidiação, que pode acabar por unir todos os tipos de mídia e um suporte único.
Essa realidade, embora pudesse promover o acesso à informação para toda a população, tende a massificar a linguagem midiática. Mesmo que as pessoas fossem capazes de interagir dentro desse meio, não significa que elas não possam ser dominadas por ele, da mesma forma como muitas pessoas são dominadas hoje pela televisão. Sendo um meio interativo ou não, ele sempre permitirá a utilização de uma linguagem persuasiva que, vista de maneira acrítica, cria uma hegemonia sobre seus usuários, que acabam por se tornarem depentes e cegos, uma vez que um canal único de informação atingiria facilmente uma imensa parcela da população caso se valesse das estratégias certas.
A transposição (e a reposição) da mídia apaga as fronteiras entre dois canais para valorizar seu aspecto comum. A teatralidade que engloba o jornalismo televisivo o difere muito daquele feito pelo rádio, embora ambos os meios valorizem a informação em aspectos diferentes. O rádio trabalha com a instantaneidade, com a notícia reproduzida na hora em que acontece, enquanto a produção exigida pela televisão não permita essa reprodução. Contudo, a televisão permite que o espectador visualize o ocorrido “com os seus próprios olhos”. Quem assiste uma determinada matéria pode viajar por dentro daquele espaço tal como se ele estivesse a sua frente, dentro da sua perspectiva de realidade.
Com base nisso, cada midia exige uma forma diferente de trabalhar com o materal que veicula. A reprodução de um canal televisivo pela Internet passa a ser muito mais interessante no momento em que aquele canal foca-se diretamente no espectador que assiste pelo computador, preocupando-se com o ambiente à sua volta, com a forma com que ele percebe a informação, com toda a significação que o envolve naquele determinado momento em que ele pára para assistir aquele canal pelo seu computador, que é muito diferente da que o cerca no momento em que opta pela televisão. Logo, a evolução é uma exigência. É preciso ir além, a mudança é constante e, dada a exigência de quem a presencia e usufrui dela, precisa ser criativa, mediante ameaça de ser esquecida.
Contudo, há o lado negativo da remidiação. Tomando novamente como exemplo o caso da televisão, que remidia características do rádio, uma mídia pode se sobrepôr à outra, engolindo-a. Qual a utilidade de emissoras radiofônicas quando se pode acessar o conteúdo que se desejar através de canais de rádio através da Internet, por exemplo? O mesmo vale para a televisão: qual a importância de emissoras quando se pode muito bem fazer o download, mesmo que ilegalmente, do programa que se quer assistir? Embora esses questionamentos só sejam pertinentes quando analisados por determinados nichos, a democratização da informação e a expansão tecnológica tendem a englobar toda a população com o tempo. Em Pelotas, estima-se que 97% das casas possuam um aparelho televisor. Por que não, dentro de alguns anos, esse mesmo número não possa dispor de um computador pessoal com acesso a internet? A remidiação leva, de certa forma, à hipermidiação, que pode acabar por unir todos os tipos de mídia e um suporte único.
Essa realidade, embora pudesse promover o acesso à informação para toda a população, tende a massificar a linguagem midiática. Mesmo que as pessoas fossem capazes de interagir dentro desse meio, não significa que elas não possam ser dominadas por ele, da mesma forma como muitas pessoas são dominadas hoje pela televisão. Sendo um meio interativo ou não, ele sempre permitirá a utilização de uma linguagem persuasiva que, vista de maneira acrítica, cria uma hegemonia sobre seus usuários, que acabam por se tornarem depentes e cegos, uma vez que um canal único de informação atingiria facilmente uma imensa parcela da população caso se valesse das estratégias certas.








