quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Estratégia 1
A estratégia visa proporcionar a interatividade do estudante com a sua profissão e o seu espaço de estudo dentro da Universidade, baseados na campanha de “Tudo Começa com a Escolha Certa”.

No site da UCPel haveria um diretório onde o interessado poderia criar o seu próprio avatar com estereótipos da profissão escolhida. Com este avatar, a pessoa ingressaria no “ambiente virtual da Católica” e poderia circular pelo seu curso e laboratórios (fotos com o sistema de 360º que dão idéia de terceira dimensão). Haveria o avatar de algum professor que exporia o perfil da profissão. Paralelamente funcionaria um chat para os participantes interagirem com aqueles que pretendem ingressar na Instituição estimulando o convívio social antes mesmo do início das aulas. O conhecimento do espaço familiarizaria o indivíduo evitando impacto com relação a estrutura do curso, visto que um dos grandes problemas no período de adaptação é o estranhamento que resulta na reação: “não era bem isso que eu imaginava”. Muitas vezes o vestibulando não tem oportunidade de conhecer o espaço físico da Instituição (ou por residirem em outra cidade ou por apenas não se preocuparem com isso antes de efetivamente serem aprovados no vestibular) e a grade do curso, tendo uma idéia muito vaga sobre a área de atuação escolhida e a Universidade almejada.

A interatividade do personagem estimularia o acesso ao ambiente e ao reconhecimento com o ofício. Inovaria por não ser algo estanque, como comumente são os sites de Faculdades que colocam um álbum de fotos e vídeos da Instituição-monótonos e sem interatividade.

Estratégia 2
Essa estratégia se baseia inicialmente num hot-site em forma de índice, representado por uma lista de um aluno que está avaliando qual a carreira que melhor se encaixa em seu perfil. A imagem inicial será de uma escrivaninha que mostra vários elementos esparramados, como CDs, capas de DVDs, livros, ingressos para alguma festividade e a lista no topo. Essa lista relacionaria diversos cursos oferecidos pela UCPel, fazendo links para outros hot-sites que fariam parte desse mundo virtual.

As páginas acessadas através da lista retratariam os ambientes das respectivas profissões, trazendo ainda links que permitissem explorar esse ambiente. O hot-site do jornalismo, por exemplo, mostraria o escritório de um jornalista. Nele, o futuro vestibulando poderia acessar o material do profissional: anotações, como locais ou pessoas a visitar para completar uma determinada matéria; agenda com contatos; visualizar a área de trabalho do computador pessoal do jornalista; ver um álbum fotográfico ou ainda encontrar links de blogs, de um perfil (no Orkut) ou de um Twitter promocional ou ainda outros espaços onde poderia conferir o resultado final do trabalho jornalístico.

Essa estratégia tem como objetivo despertar o interesse de alunos através de ambientes virtuais com que poderiam explorar, oferecendo uma forma para se visualizar o perfil dos profissionais que fosse diferente dos textos informativos ou testes disponíveis em sites. A ação consiste no desenvolvimento de hot-sites simples que mostrariam um pouco do dia-a-dia profissional em determinadas áreas.

Estratégia 3
O objetivo dessa estratégia é que os alunos conheçam diversas áreas além daquela que desejam atuar. Muitas vezes a dúvida em relação ao curso a ser escolhido pode levar a uma decisão precipitada, por isso seria proporcionado um jogo onde o aluno passaria por diversas etapas, com pistas espalhadas no ambiente virtual (da estratégia 1) de cada curso e hot sites, (na estratégia 2). O aluno que passasse por todas as etapas teria seu nome divulgado no hot site, cujo link seria divulgado no final do jogo.
http://cafeetedio.blogspot.com
http://elisamendes.blogspot.com
http://tentandoeinovando.blogspot.com

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

1) Observe sua rede social no Twitter ou no Orkut.

a. Como as pessoas estão conectadas a você? É possível dizer que existem laços fortes no seu Twitter/Orkut?
No Twitter as pessoas estão conectadas a mim através de um sistema de “benefício” mútuo: eu as sigo, elas me seguem, ambos aumentamos nosso número de seguidores. O software tem como função primária a representação/manutenção dos laços fortes, uma vez que se caracteriza por ser um serviço que conecta amigos, família e colegas. Em princípio, o Twitter não permite a criação de laços fortes, pois não permite que duas pessoas que não estejam mutuamente conectadas se comuniquem diretamente. Contudo, a plataforma vem sendo muito utilizada como um simulador de laços fracos, onde o usuário associa-se à ID de um blog ou serviço visando a obtenção rápida de informações. Utilizo o termo simulador porque não há reciprocidade na troca de informações, formando uma ligação unilateral, que gera, no máximo, um laço associativo, mas que permite a rápida propagação de informações através da rede.

b. Você identifica algum conector? Explique.
Ignorando o fato de todas pessoas estarem conectadas por um sistema único, o próprio Twitter, constituindo assim um conector-mãe, a maioria dos indivíduos em minha lista estão cadastrados na rede por influência de uma única pessoa: a professora da disciplina, que acompanha a grande maioria dos alunos (ou é acompanhada por eles). Desconfio que isso seja uma ação estratégica do próprio Twitter, que paga a professora por número de alunos cadastrados.


c. É possível dizer que sua rede social no Twitter/Orkut é um mundo pequeno? Explique.
Sinceramente, não sei. Acredito que muitas pessoas vejam claramente o Orkut/Twitter como um pequeno mundo. Para mim, considerar esses espaços como mundos me levaria a considerar praticamente qualquer espaço de interacao pública da mesma forma. Levando em conta somente o potencial de propagação de informação das plataformas, elas poderiam ser vistas como mundos minúsculos — uma vez que a teoria dos seis (agora sete) graus de separação trata o mundo como pequeno. As redes sociais podem ser ferramentas de comunicação efetivas, formando grupos simplórios, com capital social em forma “embrionária”. Se podem ser considerados como mundos, esses mundos estão “ao contrário”. As pessoas utilizam esses espaços como uma forma de fuga: elas se escondem através de identidades fictícias e assumem valores e posições distintas, acreditanto veementemente nas suas personagens, somente para mergulharem de volta em um mundo maior que elas, de uma complexidade imensurável, chegando a entrar em conflito com suas personagens virtuais.

d. Você percebe algum valor social que seja construído no Twitter/Orkut?
Focarei o Orkut isoladamente. Acredito na existência de valores sociais limitados e simplórios, tal como convenções estabelecidas para o uso da rede (como o uso de testimonials para o envio de mensagens privadas (ao inves do próprio sistema de mensagens), que constitui um valor normativo. Um usuário pode aproximar-se do dono de uma comunidade com a intenção de tornar-se moderador da mesma, representando um valor relacional. Contudo, acredito que o Orkut somente represente os laços fortes, mas não seja uma ferramenta propícia para a criação deles. A Web é uma ferramenta que permite a deformação não só do espaço-tempo, mas também da própria identidade individual, por isso não acredito na formação real de grupos de relacionamento coesos dentro do espaço virtual, somente de falsos grupos de suporte.




O próprio software reconhece e adere à burrice ao costume dos usuários.


2) Encontre um exemplo de um site que possa ser considerado um conector na Web. Explique.
Num plano geral, qualquer site que ofereça um serviço e possua cadastro é um conector, como o Orkut, o Twitter, o Blogspot e outras centenas. Esses sites formam redes sociais centralizadas, onde todos os laços partem de um único ponto e se ramificam, criando então laços entre os nós. Entretanto, se considerarmos apenas websites como nós, um conector seria um portal que indexasse todos esses endereços. O fotolog.com, por exemplo, possui, em sua página principal, links para os fotologs de diversas pessoas. Outro exemplo seria um buscador, como o Google, o Yahoo! ou o Cuil, que fazem links para milhares de sites.

3) Sabendo que a chamada mídia social é baseada no poder de propagação da informação das redes sociais construídas na Web, discuta como esse tipo de mídia é aplicada na Internet para a publicidade ou o jornalismo.

Acredito que o termo “mídia social” seja redundante e restritivo. O termo desgina designa a ação midiática passada no ambiente cibernético. A própria expressão original (mídia, derivado do plural da expressão latina referente à medium) já remete à conexões, que implicam em um caráter social. Logo, acredito que o termo mídia pressuponha uma comunicação bilateral, diferente do conceito contemporâneo de um sistema “um para todos”.

Para o jornalismo, creio que esse tipo de ambiente proponha uma reformulação conceitual. A transição da mídia tradicional para a “social” demanda uma passada ainda maior do que a mudança do rádio para a televisão. Nestes aparelhos eletrônicos a comunicação sempre se estabeleceu na mesma linha de uma única via, em que Deus falava e os fiéis seguiam.

A interatividade atirada à cara dos comunicadores cria um problema: a informação deixa de ser inquestionável e absoluta. Os fiéis querem obter respostas de Deus — porque agora eles sabem que podem, a rede lhes permite essa interação. As pessoas não estão mais satisfeitas em ler e digerir, elas querem participar do processo da informação. Logo, o jornalismo nas mídias sociais exige mais do que uma reformulação e uma recontextualização. Ele exige um novo discurso, uma linguagem mais democrática e aberta, criando um cenário onde o jornalista deixa de ser Deus e os leitores deixam de ser fiéis.

Essa desestruturação hierárquica na rede aglomera a todos e os trata simplesmente como membros do clero, rebaixando o jornalista (talvez até por isso a questão da desregulamentação) e elevando o eleitor. O jornalismo vê sua postura ditadora ameaçada, pois agora qualquer pessoa que possua um blog pode transmitir informações na mesma velocidade. A comunicação midiática engatinha pela nova retórica; já não basta convencer o leitor, o escritor precisa estabelecer um acordo com o leitor para reconquistar sua credibilidade.

Ao meu ver, a explosão dos blogs se dá justamente pelo contexto das relações: um blogueiro é apenas um blogueiro, os seus leitores não o vêem religiosamente como um jornalista (ou alguém que tem a profissão de informar). Blogueiro é uma posição que qualquer pessoa pode atingir, embora não signifique que qualquer pessoa consiga o status de um blog famoso, o que passa despercebido pelas pessoas — existe uma brincadeira que circula por vários blogs que diz que a melhor forma de aumentar o número de visitas na sua página pessoal é criando um post “Como aumentar o número de visitas em seu blog”. Logo, a relação tem um caráter muito mais democrático. O próprio leitor entende que ele tem a liberdade de discordar de algo e de comunicar isso porque ele se vê no mesmo nível do blogueiro, que já se utiliza de uma linguagem diferente em seus textos.







Como é que é?

Mudando de foco, embora muitos publicitários amem o clichê de banners espalhados por diversos sites, esse tipo de mídia permite uma forma muito mais inteligente de publicidade e propaganda. A mídia social cumpre com sua proposta: interação. Como essa área trabalha diretamente com a semiótica (construção e associação imagética), a interatividade é chave para a construção de novas marcas, possivelmente criando um novo segmento de marketing, diferente do institucional, em que a marca passa uma imagem socialmente responsável, perdendo parte do aspecto de sanguessuga monetária popular e dando um retorno social para a sociedade (:P). Essas novas mídias permitem uma relação entre empresa e consumidor diferente do tradicional esquema “Comunicação publicitária → Feedback do público em forma de consumo”.

Novas campanhas publicitárias vêm surgindo utilizando esse conceito. Um exemplo é o case do filme The Dark Knight (Batman – O Cavaleiro das Trevas no Brasil), onde os usuários podiam acessar diversos tipos de material sobre a obra através de diversas ações: executando determinadas tarefas propostas pelo Coringa, como enviar uma quantidade específica de fotos com a maquiagem do arquirrival do homem morcego para um endereço, a fim de ganhar alguma recompensa; decifrar o código de um cofre através de pistas espalhadas por diversos hotsites e outros tipos de divulgação, inclusive um teaser do novo filme fazendo analogia à primeira obra que trazia o Coringa, interpretado pelo ator Jack Nicholson, às telonas.









eh nois nu fiume do Batima!!11
Viral do filme The Dark Knight


Essas ações trabalham com o emocional dos consumidores, que passam a entender que são parte fundamental na construção e desenvolvimento de determinada marca. Em uma analogia simplória, as empresas permitem que seus clientes vistam a camisa e se sintam como parte integrante da organização, passando por diversos estágios, que vão desde o estabelecimento da comunicação da companhia com o público até a etapa de produção. Um exemplo desta é a nova campanha da Nike para divulgar o NikeiD, permitindo aos internautas criarem chuteiras para serem utilizadas por jogadores dos times Arsenal e Manchester United durante o confronto entre ambos no campeonato de futebol britânico. Portanto, da mesma forma que o jornalismo, a publicidade faz uso de um discurso mais aberto, fazendo com que um indivíduo não se sinta mais como um cliente em potencial, a ser conquistado pela empresa, mas passe a se preocupar com a imagem dela e da comunicação que tem com essa organização. ... Ufa!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Última edição em: Quarta-feira, 20 de agosto. 23h 54min.

1. Virtualizar um espaço concreto que ainda não esteja virtualizado (no blog).

Espaço virtualizado: minha casa, no melhor estilo GameFaqs.com.
Fotos (campo de visão marcado no "mapa"): 01 02 03 04

2) Procure seu endereço no Google maps e investigue o que há sobre você no Google e faça o mesmo com um colega. Analise o que foi possível descobrir a respeito do colega.Discuta como os rastros no ciberespaço podem atuar na vigilância dos indivíduos.

Procurando meu nome completo no Google encontrei apenas listões de vestibular de três universidades. Limitando a pesquisa à "Guilherme Tortelli", o Google me remeteu a este blog e ainda encontrou referências em outros. Numa terceira tentativa, procurando agora por "Guilherme Oliveira", encontrei a torcida do Flamengo. Já no Google Maps descobri que eu sou um cardiologista residente em Rehoboth Beach, Delaware, e, aparentemente, a minha licença médica expirou há mais de um ano. Joinha.

Buscando pelo nome de um colega de aula, descobri que ele gosta de escrever, pois encontrei uns 36 blogs, a maioria de cunho jornalístico. Seu nome está presente na listagem de classificados do CEFET e também de três universidades. Em seu twitter, ele acompanha duas fontes especializadas em notícias da área do Cinema, interesse que é ratificado por comunidades como "Stanley Kubrick", "Quentin Tarantino" e "Trainspotting" em seu perfil no Orkut. No mesmo há referências sobre seus gostos musicais e comunidades relacionadas à filosofia. Presume-se que seja leitor da Veja e ainda que é um grande fanfarrão. O cidadão está numa comunidade de Le Parkour e leva uma vida pra lá de sedentária.

Um índividuo dificilmente pode ser monitorado o tempo inteiro pelo ciberespaço. Porém, num estudo mais cauteloso, tem-se acesso a dados que possibilitam a construção de um perfil, o que pode levar a detalhes do seu cotidiano e até tendências comportamentais, rastreando o indivíduo por blogs e em tópicos de comunidades das quais participa. Contudo, o maior perigo reside no valor intrínseco da imagem do indivíduo. No ciberespeço ninguém está completamente imune à ações consideradas maldosas, tal como a invasão (e conseqüente alteração) do seu perfil, levando à falsas conclusões, e até a ter seu nome envolvido em algum boato espalhado pela rede, que muitas vezes tem forte impacto sobre as pessoas mais próximas. Em alguns casos, a própria web pode sabotar um indivíduo, como no caso do doutor que teve seu nome associado à imagens de pornografia homossexual pelo buscador Cuil, ou até mesmo nas famosas Google Bombs.










3) Discuta como o ciberespaço pode ser utilizado para a educação, a partir de exemplos como o Second Life.

A democratização da informação é uma característica muito forte do ciberespaço - seja em meio legal ou não. Tem-se acesso a milhares de livros em bibliotecas virtuais, fóruns e softwares de troca p2p. Sabendo utilizar a rede corretamente, torna-se simples efetuar o download desses arquivos.

Essencialmente a web se configura como meio de comunicação, emulando características básicas do espaço real, manipulando-as. Acessórios tais como câmeras e microfones, aliados à programas que proporcionam chat em tempo real e em larga escala de usuários (a exemplo: Skype e Team Talk, comumente utilizado em jogos) podem construir um ambiente de discussão e debate, como uma aula ou conferência. Nota-se também as faculdades que optam por um sistema de educação não-presencial, disponibilizando material gráfico audiovisual para alunos matriculados.

Contribuem também a esse espaço os blogs, que, por tamanha diversidade, acabam colaborando de alguma forma para a formação crítica dos internautas, assumindo uma postura independente da perspectiva adotada por meios massivos de comunicação.

4) Analise o potencial positivo e negativo do ciberespaço para as relações humanas.
Com a relação de espaço-tempo distorcida, os limites são mínimos e a velocidade de circulação da informação é estonteante. Esses elementos estão inseridos dentro de um cenário interativo bilateral, onde todos são emissores e receptores; as pessoas não estão mais limitadas às mídias dentro do seu alcance pessoal e os informantes não estão mais presos aos seus veículos de trabalho. Logo, o potencial comunicativo do ciberespaço é impressionante.

Nada impede que alguém jogue algumas palavras no Google e chegue a esse blog. Em seguida, essa pessoa pode ler todo conteúdo aqui disponível e tomá-lo como verdade. É relevante notar, entretanto, que essa pessoa ignorou os comentários, onde a professora da disciplina relatava erros em grande parte do material.

O ciberespaço peca por sua falta de credibilidade como sistema único. Uma busca aprofundada pode constatar imprecisões em resultados anteriores, porém a necessidade do cuidado redobrado existe em larga escala. Com tantas fontes emissoras, a confiabilidade do material disponibilizado é comprometida. Dado o imenso fluxo de informações, uma constante entropia é gerada, levando à segmentação generalizada. Esse tipo de comportamento configura uma sociedade positivista, em que, ao invés de contribuir-se para a elevação da capacidade crítica dos usuários, agrupa-os em massas homogêneas e possivelmente isoladas por tênues barreiras de segurança, construídas pelas próprias tribos, que acordam em não as transpor.

Logo, o ciberespaço configura-se dentro do paradoxo "Quanto menos distância, mais distância".

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

1. Analisar a partir do seu Twitter:

a) Quais características da Internet estão presentes?
O Twitter se destaca como uma ferramenta multimídia; ele permite que os usuários se conectem, interagindo entre si através de texto, imagem e até mesmo por intermédio de outras tecnologias, como o celular. A comunicação é bilateral - todos são simultaneamente emissores e receptores - num contexto de supervelocidade, onde o usuário é capaz de postar uma notícia enquanto essa está acontecendo e então receber o feedback correspondente da sua lista de contatos. Portanto, também é hipertextual.

b) O seu Twitter pode ser considerado hipertexto? Explique.
Não é apenas no momento em que posto uma informação e a relaciono com outra página através de um link que o Twitter torna-se hipertexto. Ele já é um em sua essência, a partir do momento em que passo a ser seu usuário e formo uma lista de contatos; a associação da minha imagem com a de outras pessoas (e portais) configura um hipertexto.

Toda a informação que parte da minha página pessoal corresponde ao meu nome de usuário. Logo, essa informação compõe diretamente a minha imagem. Ao adicionar usuários à minha lista de contatos, estou conectando minha imagem à deles e, conseqüentemente, toda a informação intrínseca.

c) Quais tipos de links aparecem no twitter? Dê exemplos.
Aparecem no twitter tantos links associativos como estruturais. O associativo parte diretamente da informação postada pelos usuários no momento em que relacionam um de seus comentários ao material referente à outras páginas. Em adição, os links estruturais são os próprios usuários, que, além de construir a informação por si, tem função indexadora, relacionando todas as notícias da sua página ao seu próprio nome de usuário. Portanto, a minha página no twitter passa a ser uma categoria, servindo como fonte organizadora do que posto - relacionando o conteúdo à minha imagem.

d) A partir de sua análise discuta os usos do Twitter para a publicidade e para o jornalismo.
No que se refere ao jornalismo, o twitter trabalha diretamente com a velocidade da informação. Busca-se o pioneirismo, o acesso imediato à informação. A partir desse ponto é orientando um sistema de credibilidade. O notório é o primeiro a cobrir o fato; o segundo, quem lembra dele? Um usuário comum pode cair sob o foco dos refletores no momento em que relata um acontecimento quase em tempo real, para ser esquecido logo em seguida. Os grandes portais jornalísticos, sustentando-se com a imagem pré-construída, passam a coadjuvantes, sendo apenas mais peixes dentro do aquário, usuários na disputa pela velocidade (e pela oportunidade).
Já na publicidade, o software serve como um auxiliar de previsão à novas tendências, exercendo uma função complementar às pesquisas mercadológicas. Contudo, não se limita a isso; como elemento de interação, o twitter passa a mídia de publicação de campanhas e a meio de divulgação. Utilizado de forma inteligente pode servir de cenário ambientador de uma ação de guerrilha ou para a propagação viral.

2. Analise o SAPU:
a) Indique quais caraterísticas do hipertexto estão presentes. Explique.
O Sapu é uma ferramenta interativa e estrutura-se como uma rede que relaciona alunos e professores. Trata-se de um sistema de comunicação, partindo da não-linearidade e chegando a uma face multilinear. A informação contida é construída por um de seus extremos essenciais, o aluno ou o professor (ou até mesmo por ambos), deixando ao outro elemento a possibilidade da exploração, acessando a informação já publicada (possivelmente de forma ordenada).