1. Como as redes no ciberespaço influenciam a política? Dê exemplos.
As redes no ciberespaço agem como uma extensão do mundo real, criando um ponto de encontro que muitas vezes as pessoas já não possuem fora do ciberespaço. Lugares como bares e praças, que correspondiam à essa função, foram cada vez mais perdendo seu significado entre as pessoas, caindo em desuso ou assumindo novas formas de utilização. Em adição, muitos dos gurpos já existentes acabaram se dissolvendo ou enfraquecendo. Como conseqüência, o sentimento de pertença existente no grupo acabou borrado, perdendo-se em meio aos membros, que viram seus laços com a organização, fosse ela formal ou informal, enfraquecidos. As redes sociais resgataram em parte esses grupos, assumindo a função de gerar e gerenciar esses pontos de encontro. As pessoas passaram a sentir-se representadas por esses grupos online, independente do seu ponto de partida, seja ele um gosto musical em comum ou até um lugar freqüentado por todos os membros. A questão é que o ciberespaço deu novo significado para essas organizações, podendo-se dizer que foram recriadas.
Com isso, a expansão produtiva do grupo, no sentido de incorporar novos membros ativos que compartilhem do mesmo sentimento de pertença, tende a aumentar sua influência e expressividade. As mensagens que circulam nesse espaço atingem com forte impacto cada membro, pois, como se apropriam do contexto em que todos os membros estão inseridos, se apropria da união daquele grupo para massificar seu conteúdo. Uma propaganda postada por algum dos membros dessa comunidade tem muito mais impacto do que a mesma propaganda vista fora desse contexto. Logo, pressupõe-se que essa organização atenda a certos ideais e valores compartilhados pelas pessoas. As redes sociais, resgatando esses ideais, contribuiram em grande parte para a formação de um espaço de discussão política.
Dentro desse espaço, a atividade política se propaga através da discussão de idéias associadas ao grupo, pois a comunidade permite que as pessoas compartilhem suas opiniões e as aprimorem, recebendo críticas e podendo reposicionar-se. Essas idéias, em casos mais avançados, podem ser extendidas ao mundo real. Hoje são comuns os casos de mobilizações organizadas a partir dessas comunidades, como flashmobs, eventos e até protesto, como é o caso do movimento “Um milhão de vozes contra as FARC”, organizado a partir do Facebook.
2. Como a economia digital e a política se interrelacionam? Exemplifique.
A economia digital se interrelaciona com a política especialmente numa abordagem da “economia da dádiva”, transformando o capital em um elemento intangível que circula na rede. A compreensão de capital se expande e ganha novos significados e usos diversificados. Dentro do ciberespaço, o dinheiro passa a ser um elemento secundário, pois a principal moeda de troca dentro dessas redes passa a ser a própria informação. Evolução e avanço passam a ser palavras fundamentais dentro dessas redes. Os usuários, procurando acessar determinadas informações para dar continuidade a seus projetos ou expandir seu conhecimento, passam a partilhar informações que possuem, seja qual for a sua área de interesse. Efetuando tal troca, eles não só avançam em seus projetos pessoais como ainda permitem que os demais usuários complementem os seus, podendo configurar um ciclo infinito de reapropriação, onde o usuário busca novas informações no projeto agora aprimorado de outro usuário. Essa prática permite avanços rápidos e, em grande parte dos casos, precisos. Contudo, esse tipo de economia tem especial atratividade à política quando constrói a inteligência coletiva. A grosso modo, os projetos passam a ser de diversos individuos, não mais pessoais ou exclusivos, criando comunidades para o desenvolvimento de determinados elementos. Logo, pressupõe-se uma nova forma de fazer política, onde a interrelação desses grupos é muito importante, dando voz a todos, e não somente a um grupo seleto de pessoas. Os indivíduos passam a ser todos elementos importantes no processo político, podendo ter uma voz ativa e contribuir substancialmente em determinados projetos e metas, não precisando submeter-se a uma representatividade que pode não ser completamente coerente com eles. Esse tipo de economia engloba todas as pessoas na construção política, permitindo muito mais o aperfeiçoamento e a expansão dos projetos de maneira eficiente.
Em adição, no que se refere às trocas comerciais envolvendo dinheiro, a economia digital tornará a demanda e a oferta de itens de mercado quase em infinitas. As pessoas terão acesso a uma quantidade enorme de tecnologia, não precisando mais tornarem-se escravos de uma ou duas opções de informação. A economia digital gera novos mercados, expandindo consideravelmente as áreas de atuação das empresas. Esse mercado de “nichos” dá às pessoas uma enorme quantidade de escolhas, tendo acesso ainda à avaliação desses serviços por outros consumidores. Ou seja, as pessoas podem encontrar serviços exatamente como querem (caso existam, logicamente). Caso não optem pela compra online, a Internet ainda serve como elemento de pesquisa, influenciando diretamente na economia não-digital. Devido à imensa proporção desse universo, não há meios políticos que garantam o total controle desse espaço. Cria-se daí um meio de comunicação independente, propício à propagação de diversas ideologias. Com isso, o mercado aparenta tornar-se mais democrático, supostamente acabando com os grandes monopólios empresariais. Em uma terceira perspectiva, ainda se pode fundir a primeira e a segunda análise. Essa é a área da “ilegalidade”, transformando bens comerciais em públicos, como se fossem informações. A pirataria é considerada como um dos grandes problemas da Internet, pois os autores perdem seu direito autoral. Os usuários circulam livremente obras literárias, musicais e cinematrográficas pela Web sem pagar qualquer valor, simplesmente se apropriando desse trabalho.
3. Encontre uma página de um partido político e analise quais opções de participação o site oferece aos cidadãos. Analise como a Internet pode influenciar a cidadania das pessoas.
O site do PP não oferece nenhum recurso de interação direta com o partido, restando apenas ao indivíduo o papel de usuário do site. Nesse papel, pode-se acessar informações do partido como projetos, história, manifesto, participar de ainda de algumas enquetes e ler alguns artigos. Há inclusive um link para se filiar ao PP. Porém, não há uma comunicação significativa entre internauta e partido, não oferecendo um espaço claro para que essa relação se estabeleça. Embora seja bastante informativo em relação ao partido, o site é muito pobre no sentido de interação e participação. Recursos oferecidos pela Internet permitem que as pessoas influenciem mais expressivamente no cenário da cidade, tendo uma maior liberdade e quantidade de opções para exercer sua cidadania. Primeiramente, o ciberespaço elimina o vínculo da pessoa com seu corpo e, em certos casos, gera um descompromisso com a identidade. Logo, a pessoa pode informar-se e informar mantendo-se no anonimato, sem que o vínculo da sua imagem com a notícia estabeleça entre esses elementos uma relação tendenciosa. A informação é priorizada e, nesse sentido, o cidadão pode ganhar uma voz ativa para que tenha mais influência no seu cenário político. Mesmo que esse recurso não seja de uma expressão gigantesca, a possibilidade de uma comunicação com menos ruído pode ser amplamente aproveitada, pois o internauta pode opinar diretamente sobre as diretrizes tomadas pelo seu grupo, comunidade, cidade etc.
As redes ainda podem compôr grupos onde certos ideais são perpetuados, existindo um sentimento de pertença muito grande. Assim, a opinião de cada membro é significativa para cada outro. Isso permite a criação de uma ideologia e, devido à conectividade e à velocidade oferecida pela Internet, é uma meio altamente propício e útil à formação de movimentações e ações. O espaço coletivo permite que as pessoas contribuam com idéias e que os outros membros do grupo possam aprimorar essas idéias num ciclo infinito. Com isso, as pessoas são incentivadas à ação por estarem agregadas em grupos, facilitando mobilizações. Os grupos ainda oferecem suporte para que as pessoas não se sintam inibidas para contribuir com alguma informação ou comentário, podendo sempre se expressar de forma relevante.
4.De que forma apropriação, desvio e despesa influenciam a política no ciberespaço?
A apropriação influencia a política pois permite aos usuários darem seu próprio significado aos meios dos quais se utilizam, adaptando-os à sua realidade. Um software desenvolvido para ser uma lista de discussão pode muito bem ser um meio para a organização de um movimento. Um exemplo disso é o movimento “Um milhão de vozes contra as FARC”, organizado a partir de uma rede social que não se destina diretamente à essa finalidade. Contudo, esse mesmo tipo de apropriação também é comumente utilizada para combinar ataques terroristas através do ciberespaço, facilitando a comunicação entre esses grupos. Logo, esse comportamente poderia ser desviante. Movimentos organizados nesse espaço podem tanto favorecer ou prejudicar alguma organização política, organizando passeatas ou protestos, por exemplo. Contudo, somente ações ilegais caracterizaria um desvio. Ainda, é possível o compartilhamento de informações que comprometam uma instituição, como o caso de documentos da ditadura militar no Brasil que foram liberados na rede. Em ações semelhantes, muitos hackers dedicam-se a liberar informações para internautas chineses, que possuem grandes restrições de acesso. Na China esse comportamente pode ser caracterizado como desviante. A despesa, por sua vez, pode servir como uma forma de desviar as pessoas do engajamento político dentro do ciberespaço. A “poluição” multimídia é tanta que os usuários sentem-se atraídos e presos por ela, não encontrando finalidades úteis dentro da Internet. Logo, em vez de participar de processos construtivos, dedicam seu tempo totalmente à despesa, permanecendo alienados dentro de um meio expressivo exatamente pelo seu potencial informativo.
As redes no ciberespaço agem como uma extensão do mundo real, criando um ponto de encontro que muitas vezes as pessoas já não possuem fora do ciberespaço. Lugares como bares e praças, que correspondiam à essa função, foram cada vez mais perdendo seu significado entre as pessoas, caindo em desuso ou assumindo novas formas de utilização. Em adição, muitos dos gurpos já existentes acabaram se dissolvendo ou enfraquecendo. Como conseqüência, o sentimento de pertença existente no grupo acabou borrado, perdendo-se em meio aos membros, que viram seus laços com a organização, fosse ela formal ou informal, enfraquecidos. As redes sociais resgataram em parte esses grupos, assumindo a função de gerar e gerenciar esses pontos de encontro. As pessoas passaram a sentir-se representadas por esses grupos online, independente do seu ponto de partida, seja ele um gosto musical em comum ou até um lugar freqüentado por todos os membros. A questão é que o ciberespaço deu novo significado para essas organizações, podendo-se dizer que foram recriadas.
Com isso, a expansão produtiva do grupo, no sentido de incorporar novos membros ativos que compartilhem do mesmo sentimento de pertença, tende a aumentar sua influência e expressividade. As mensagens que circulam nesse espaço atingem com forte impacto cada membro, pois, como se apropriam do contexto em que todos os membros estão inseridos, se apropria da união daquele grupo para massificar seu conteúdo. Uma propaganda postada por algum dos membros dessa comunidade tem muito mais impacto do que a mesma propaganda vista fora desse contexto. Logo, pressupõe-se que essa organização atenda a certos ideais e valores compartilhados pelas pessoas. As redes sociais, resgatando esses ideais, contribuiram em grande parte para a formação de um espaço de discussão política.
Dentro desse espaço, a atividade política se propaga através da discussão de idéias associadas ao grupo, pois a comunidade permite que as pessoas compartilhem suas opiniões e as aprimorem, recebendo críticas e podendo reposicionar-se. Essas idéias, em casos mais avançados, podem ser extendidas ao mundo real. Hoje são comuns os casos de mobilizações organizadas a partir dessas comunidades, como flashmobs, eventos e até protesto, como é o caso do movimento “Um milhão de vozes contra as FARC”, organizado a partir do Facebook.
2. Como a economia digital e a política se interrelacionam? Exemplifique.
A economia digital se interrelaciona com a política especialmente numa abordagem da “economia da dádiva”, transformando o capital em um elemento intangível que circula na rede. A compreensão de capital se expande e ganha novos significados e usos diversificados. Dentro do ciberespaço, o dinheiro passa a ser um elemento secundário, pois a principal moeda de troca dentro dessas redes passa a ser a própria informação. Evolução e avanço passam a ser palavras fundamentais dentro dessas redes. Os usuários, procurando acessar determinadas informações para dar continuidade a seus projetos ou expandir seu conhecimento, passam a partilhar informações que possuem, seja qual for a sua área de interesse. Efetuando tal troca, eles não só avançam em seus projetos pessoais como ainda permitem que os demais usuários complementem os seus, podendo configurar um ciclo infinito de reapropriação, onde o usuário busca novas informações no projeto agora aprimorado de outro usuário. Essa prática permite avanços rápidos e, em grande parte dos casos, precisos. Contudo, esse tipo de economia tem especial atratividade à política quando constrói a inteligência coletiva. A grosso modo, os projetos passam a ser de diversos individuos, não mais pessoais ou exclusivos, criando comunidades para o desenvolvimento de determinados elementos. Logo, pressupõe-se uma nova forma de fazer política, onde a interrelação desses grupos é muito importante, dando voz a todos, e não somente a um grupo seleto de pessoas. Os indivíduos passam a ser todos elementos importantes no processo político, podendo ter uma voz ativa e contribuir substancialmente em determinados projetos e metas, não precisando submeter-se a uma representatividade que pode não ser completamente coerente com eles. Esse tipo de economia engloba todas as pessoas na construção política, permitindo muito mais o aperfeiçoamento e a expansão dos projetos de maneira eficiente.
Em adição, no que se refere às trocas comerciais envolvendo dinheiro, a economia digital tornará a demanda e a oferta de itens de mercado quase em infinitas. As pessoas terão acesso a uma quantidade enorme de tecnologia, não precisando mais tornarem-se escravos de uma ou duas opções de informação. A economia digital gera novos mercados, expandindo consideravelmente as áreas de atuação das empresas. Esse mercado de “nichos” dá às pessoas uma enorme quantidade de escolhas, tendo acesso ainda à avaliação desses serviços por outros consumidores. Ou seja, as pessoas podem encontrar serviços exatamente como querem (caso existam, logicamente). Caso não optem pela compra online, a Internet ainda serve como elemento de pesquisa, influenciando diretamente na economia não-digital. Devido à imensa proporção desse universo, não há meios políticos que garantam o total controle desse espaço. Cria-se daí um meio de comunicação independente, propício à propagação de diversas ideologias. Com isso, o mercado aparenta tornar-se mais democrático, supostamente acabando com os grandes monopólios empresariais. Em uma terceira perspectiva, ainda se pode fundir a primeira e a segunda análise. Essa é a área da “ilegalidade”, transformando bens comerciais em públicos, como se fossem informações. A pirataria é considerada como um dos grandes problemas da Internet, pois os autores perdem seu direito autoral. Os usuários circulam livremente obras literárias, musicais e cinematrográficas pela Web sem pagar qualquer valor, simplesmente se apropriando desse trabalho.
3. Encontre uma página de um partido político e analise quais opções de participação o site oferece aos cidadãos. Analise como a Internet pode influenciar a cidadania das pessoas.
O site do PP não oferece nenhum recurso de interação direta com o partido, restando apenas ao indivíduo o papel de usuário do site. Nesse papel, pode-se acessar informações do partido como projetos, história, manifesto, participar de ainda de algumas enquetes e ler alguns artigos. Há inclusive um link para se filiar ao PP. Porém, não há uma comunicação significativa entre internauta e partido, não oferecendo um espaço claro para que essa relação se estabeleça. Embora seja bastante informativo em relação ao partido, o site é muito pobre no sentido de interação e participação. Recursos oferecidos pela Internet permitem que as pessoas influenciem mais expressivamente no cenário da cidade, tendo uma maior liberdade e quantidade de opções para exercer sua cidadania. Primeiramente, o ciberespaço elimina o vínculo da pessoa com seu corpo e, em certos casos, gera um descompromisso com a identidade. Logo, a pessoa pode informar-se e informar mantendo-se no anonimato, sem que o vínculo da sua imagem com a notícia estabeleça entre esses elementos uma relação tendenciosa. A informação é priorizada e, nesse sentido, o cidadão pode ganhar uma voz ativa para que tenha mais influência no seu cenário político. Mesmo que esse recurso não seja de uma expressão gigantesca, a possibilidade de uma comunicação com menos ruído pode ser amplamente aproveitada, pois o internauta pode opinar diretamente sobre as diretrizes tomadas pelo seu grupo, comunidade, cidade etc.
As redes ainda podem compôr grupos onde certos ideais são perpetuados, existindo um sentimento de pertença muito grande. Assim, a opinião de cada membro é significativa para cada outro. Isso permite a criação de uma ideologia e, devido à conectividade e à velocidade oferecida pela Internet, é uma meio altamente propício e útil à formação de movimentações e ações. O espaço coletivo permite que as pessoas contribuam com idéias e que os outros membros do grupo possam aprimorar essas idéias num ciclo infinito. Com isso, as pessoas são incentivadas à ação por estarem agregadas em grupos, facilitando mobilizações. Os grupos ainda oferecem suporte para que as pessoas não se sintam inibidas para contribuir com alguma informação ou comentário, podendo sempre se expressar de forma relevante.
4.De que forma apropriação, desvio e despesa influenciam a política no ciberespaço?
A apropriação influencia a política pois permite aos usuários darem seu próprio significado aos meios dos quais se utilizam, adaptando-os à sua realidade. Um software desenvolvido para ser uma lista de discussão pode muito bem ser um meio para a organização de um movimento. Um exemplo disso é o movimento “Um milhão de vozes contra as FARC”, organizado a partir de uma rede social que não se destina diretamente à essa finalidade. Contudo, esse mesmo tipo de apropriação também é comumente utilizada para combinar ataques terroristas através do ciberespaço, facilitando a comunicação entre esses grupos. Logo, esse comportamente poderia ser desviante. Movimentos organizados nesse espaço podem tanto favorecer ou prejudicar alguma organização política, organizando passeatas ou protestos, por exemplo. Contudo, somente ações ilegais caracterizaria um desvio. Ainda, é possível o compartilhamento de informações que comprometam uma instituição, como o caso de documentos da ditadura militar no Brasil que foram liberados na rede. Em ações semelhantes, muitos hackers dedicam-se a liberar informações para internautas chineses, que possuem grandes restrições de acesso. Na China esse comportamente pode ser caracterizado como desviante. A despesa, por sua vez, pode servir como uma forma de desviar as pessoas do engajamento político dentro do ciberespaço. A “poluição” multimídia é tanta que os usuários sentem-se atraídos e presos por ela, não encontrando finalidades úteis dentro da Internet. Logo, em vez de participar de processos construtivos, dedicam seu tempo totalmente à despesa, permanecendo alienados dentro de um meio expressivo exatamente pelo seu potencial informativo.
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