1. Relacione a interatividade e o mundo pequeno nos blogs.
Considerando a blogosfera como um mundo pequeno, pressupõe-se a existência de nós extremamente conectados. Seriam blogueiros famosos dentro da rede, com uma grande quantidade de links. Contudo, a existência desses laços não necessariamente resulta da interação promovida nesses meios, uma vez que o meio digital não exige esforço para a manutenção dessa relação. Logo, presume-se que a popularidade de um blog não seja uma variável derivada diretamente da interatividade de um blogueiro. Porém, focando atentamente o mundo pequeno configurado através dos blogs, percebe-se a importância da interação na confecção e manutenção desses laços. Atinge-se o reconhecimento dentro desse universo através de um sistema de trocas onde a principal moeda são os comentários.
Através do reconhecimento da publicação alheia, espera-se a retribuição da gentileza. Seguindo a lógica desse pensamento, comenta-se o maior número de publicações na esperança de se receber uma boa quantidade de comentários. Quanto mais comentários, mais acessos, quanto mais acessos, mais buzz. Em pouco tempo, um blog atinge um grau elevado de reconhecimento dentro da sua esfera, estabelecendo muitas conexões através da interação com os setores periféricos dessa rede – mesmo resultante de uma interatividade vazia e superficial. Com base nesse raciocínio, a interatividade torna-se fundamental para a confecção de laços dentro da esfera dos blogs. No momento em que tece um laço, um blogueiro agrega juntamente outros setores periféricos conectados ao elemento recém agregado. Conseqüentemente, faz uso indireto da popularidade desse elemento, expondo seu nome na página tal qual um anuncio publicitário ali presente, visível a todos.
Por meio desses atos em larga escala, agindo quase que de forma parasita, um ponto torna-se hiperconectado, acumulando reconhecimento e popularidade. Estes, por sua vez, mostram-se resultantes diretos da interatividade promovida entre os internautas, trocando entre si comentários de maneira mútua de forma que, no plano específico, acarrete em benefícios para ambas as partes.
3. Analise como a economia digital e o espaço de fluxo de Castells estão relacionados.
Analisando a idéia de Castells a partir de um enfoque sobre a informação, pode-se dizer que esta transita por esse espaço de maneira fluída, passageira, temporária. Destacando-se a rapidez buscada na operação do processo comunicativo, a informação penetra no espaço de fluxo de maneira estonteante, desprovida de qualquer significação mais complexa e histórica pela concepção prematura da mensagem. Como conseqüência, a informação na rede torna-se muito mais objetiva, eliminada a carga histórica que permeia sua dimensão simbólica. Assim, passa a ser percebida simplesmente como informação, como dado em bits no ciberespaço, nada além disso, ignorando o olhar critico e histórico, eliminando todo um universo de significados e tornando-se mais um elemento dentro da rede.
Desprovida de quaisquer relações espaço-temporais, a informação torna-se maleável dentro do espaço. Ou seja, perde a autoria individual e passa a ser composto do espaço, propriedade comunitária, o que rege os princípios da economia digital. Prezando pela troca mutua de informações, informa-se para ser informado, permitindo o avanço de ambas as partes, estimula-se o comunitarismo, transformando a informação em artefato coletivo, disponível a todos os membros de um seleto grupo. Embora não se encare diretamente essa troca como um ato comunitário, muitas vezes interpretando esse ato como regras de um processo (dar para receber), o fluxo contínuo de troca, por si só, configura a economia digital, mesmo embasada por falsos valores ou motivações comunitárias ainda mais inconscientes.
Uma vez disposta à comunidade, a informação é simplesmente incorporada pela rede. Ela desfaz-se de suas amarras individuais e passa a propriedade coletiva, sujeita também à construção coletiva. Porém, mais do que a simples transferência de posse, a informação compartilhada, ao desfazer-se de seus laços, perde qualquer valor incorporado no momento de sua concepção e ao qual se utilizou como sustentáculo, desprendendo-se da imagem individual e assumindo valores e posicionamentos grupais, coletivos. Logo, a informação passa a ser não somente uma propriedade coletiva, mas passa a ser própria do grupo, passa a representá-lo e a ser parte integrante dele.
4. Discuta os usos do Twitter para o jornalismo, a partir de uma reflexão sobre o impacto da velocidade e da mobilidade no jornalismo online.
Com a disponibilidade das tecnologias digitais em suportes tal como o celular, enfatiza-se a mobilidade proporcionada, permitindo a conexão hiperconsciente, no sentido de se estar sempre conectado à Internet, portando um terminal de acesso ao alcance das mãos. Velocidade e ubiqüidade passam a ser as palavras de ordem. A era da informação digital chega com a necessidade de uma reformulação das práticas jornalísticas, divergindo da atual concepção, a qual prega a difusão da informação.
A facilidade de acesso à rede, aliada às novas tecnologias, dão todo o suporte necessário a quem desejar aventurar-se no mundo jornalístico, como até então é conhecido. Digo, a informação está aí, e agora as tecnologias de registro e a capacidade de divulgação estão ao alcance de um extenso grupo, banalizando a missão jornalística. Com a falta do olhar critico, o que passa a ser informação, o que é relevante? A resposta é muito simples: tudo. A imensa gama de signos registrados fixam o olhar atento de um seleto grupo de pessoas, que agora têm acesso ao conteúdo julgado relevante, viabilizado pela multilateralidade, pela pluralidade da visão da informação. Descolada do profissional, a importância da mensagem dentro do contexto onde está inserida perde a mediação até então existente entre o mundo e o receptor, o qual era subordinado à vontade alheia, dizendo-lhe o que era importante ou não, o que era informação ou não. A era digital transforma a comunicação de massa em comunicação de nichos, uma vez que o consumidor dessa mensagem pode optar por si mesmo, concentrando seu interesse em determinadas áreas e ditando para si os aspectos relevantes ou não das facetas da realidade retratadas. O espectador não será mais obrigado a assistir política em um telejornal, mesmo não se interessando pela área. A velocidade, a mobilidade e a ubiqüidade permitem a essa pessoa acessar somente canais esportivos, se assim desejar.
O Twitter é fruto dessa nova era. Provavelmente, se concebido anos atrás, uma ferramenta como essa não seria compreendida e cairia em desuso, tendo em vista a própria evolução dos blogs, que passaram de diários virtuais a potenciais meio de comunicação e portais de notícias individualizados, ou seja, divergindo da perspectiva massificadora oferecida pelos MCM, os blogs permitiam uma visão peculiar e distinta da realidade, mostrando uma faceta diferente, critica e verdadeiramente interativa. Auxiliado pela tecnologia atual, o Twitter possibilita ao portador de um aparelho celular moderno ser seu próprio portal de notícias. Ele oferece a capacidade da reprodução da visão cotidiana, rápida, aparentemente irrelevante, de forma a atingir um grande número de pessoas. Numa análise um pouco mais atenta, nota-se que o Twitter não traz nenhuma grande inovação em relação à atual plataforma dos blogs. Na tentativa de diferenciar-se, o software apresenta-se como um microblog, entrando em sintonia plena com o contexto de decadência que precede um novo marco na era digital. O Twitter viabiliza a banalização da informação; permite a veiculação da notícia, da manchete, mas impossibilita o seu aprofundamento. Pois, é claro, não existe tempo para isso.
Em virtude disso, acredito no Twitter como representante radical e escrachado da “sociedade da informação”, onde tudo é relevante, tudo é informação. O software parece um dos últimos degraus dessa evolução, já não encontrando meios de expansão. Logo, evidencia-se a necessidade de uma nova formulação jornalística, resgatando o olhar critico de forma a atentar ao contexto socioeconômico mundial, colocando os indivíduos em harmonia com o fluxo da informação no mundo, não produzindo uma enorme massa alienada, habitante de seu universo particular.
Considerando a blogosfera como um mundo pequeno, pressupõe-se a existência de nós extremamente conectados. Seriam blogueiros famosos dentro da rede, com uma grande quantidade de links. Contudo, a existência desses laços não necessariamente resulta da interação promovida nesses meios, uma vez que o meio digital não exige esforço para a manutenção dessa relação. Logo, presume-se que a popularidade de um blog não seja uma variável derivada diretamente da interatividade de um blogueiro. Porém, focando atentamente o mundo pequeno configurado através dos blogs, percebe-se a importância da interação na confecção e manutenção desses laços. Atinge-se o reconhecimento dentro desse universo através de um sistema de trocas onde a principal moeda são os comentários.
Através do reconhecimento da publicação alheia, espera-se a retribuição da gentileza. Seguindo a lógica desse pensamento, comenta-se o maior número de publicações na esperança de se receber uma boa quantidade de comentários. Quanto mais comentários, mais acessos, quanto mais acessos, mais buzz. Em pouco tempo, um blog atinge um grau elevado de reconhecimento dentro da sua esfera, estabelecendo muitas conexões através da interação com os setores periféricos dessa rede – mesmo resultante de uma interatividade vazia e superficial. Com base nesse raciocínio, a interatividade torna-se fundamental para a confecção de laços dentro da esfera dos blogs. No momento em que tece um laço, um blogueiro agrega juntamente outros setores periféricos conectados ao elemento recém agregado. Conseqüentemente, faz uso indireto da popularidade desse elemento, expondo seu nome na página tal qual um anuncio publicitário ali presente, visível a todos.
Por meio desses atos em larga escala, agindo quase que de forma parasita, um ponto torna-se hiperconectado, acumulando reconhecimento e popularidade. Estes, por sua vez, mostram-se resultantes diretos da interatividade promovida entre os internautas, trocando entre si comentários de maneira mútua de forma que, no plano específico, acarrete em benefícios para ambas as partes.
3. Analise como a economia digital e o espaço de fluxo de Castells estão relacionados.
Analisando a idéia de Castells a partir de um enfoque sobre a informação, pode-se dizer que esta transita por esse espaço de maneira fluída, passageira, temporária. Destacando-se a rapidez buscada na operação do processo comunicativo, a informação penetra no espaço de fluxo de maneira estonteante, desprovida de qualquer significação mais complexa e histórica pela concepção prematura da mensagem. Como conseqüência, a informação na rede torna-se muito mais objetiva, eliminada a carga histórica que permeia sua dimensão simbólica. Assim, passa a ser percebida simplesmente como informação, como dado em bits no ciberespaço, nada além disso, ignorando o olhar critico e histórico, eliminando todo um universo de significados e tornando-se mais um elemento dentro da rede.
Desprovida de quaisquer relações espaço-temporais, a informação torna-se maleável dentro do espaço. Ou seja, perde a autoria individual e passa a ser composto do espaço, propriedade comunitária, o que rege os princípios da economia digital. Prezando pela troca mutua de informações, informa-se para ser informado, permitindo o avanço de ambas as partes, estimula-se o comunitarismo, transformando a informação em artefato coletivo, disponível a todos os membros de um seleto grupo. Embora não se encare diretamente essa troca como um ato comunitário, muitas vezes interpretando esse ato como regras de um processo (dar para receber), o fluxo contínuo de troca, por si só, configura a economia digital, mesmo embasada por falsos valores ou motivações comunitárias ainda mais inconscientes.
Uma vez disposta à comunidade, a informação é simplesmente incorporada pela rede. Ela desfaz-se de suas amarras individuais e passa a propriedade coletiva, sujeita também à construção coletiva. Porém, mais do que a simples transferência de posse, a informação compartilhada, ao desfazer-se de seus laços, perde qualquer valor incorporado no momento de sua concepção e ao qual se utilizou como sustentáculo, desprendendo-se da imagem individual e assumindo valores e posicionamentos grupais, coletivos. Logo, a informação passa a ser não somente uma propriedade coletiva, mas passa a ser própria do grupo, passa a representá-lo e a ser parte integrante dele.
4. Discuta os usos do Twitter para o jornalismo, a partir de uma reflexão sobre o impacto da velocidade e da mobilidade no jornalismo online.
Com a disponibilidade das tecnologias digitais em suportes tal como o celular, enfatiza-se a mobilidade proporcionada, permitindo a conexão hiperconsciente, no sentido de se estar sempre conectado à Internet, portando um terminal de acesso ao alcance das mãos. Velocidade e ubiqüidade passam a ser as palavras de ordem. A era da informação digital chega com a necessidade de uma reformulação das práticas jornalísticas, divergindo da atual concepção, a qual prega a difusão da informação.
A facilidade de acesso à rede, aliada às novas tecnologias, dão todo o suporte necessário a quem desejar aventurar-se no mundo jornalístico, como até então é conhecido. Digo, a informação está aí, e agora as tecnologias de registro e a capacidade de divulgação estão ao alcance de um extenso grupo, banalizando a missão jornalística. Com a falta do olhar critico, o que passa a ser informação, o que é relevante? A resposta é muito simples: tudo. A imensa gama de signos registrados fixam o olhar atento de um seleto grupo de pessoas, que agora têm acesso ao conteúdo julgado relevante, viabilizado pela multilateralidade, pela pluralidade da visão da informação. Descolada do profissional, a importância da mensagem dentro do contexto onde está inserida perde a mediação até então existente entre o mundo e o receptor, o qual era subordinado à vontade alheia, dizendo-lhe o que era importante ou não, o que era informação ou não. A era digital transforma a comunicação de massa em comunicação de nichos, uma vez que o consumidor dessa mensagem pode optar por si mesmo, concentrando seu interesse em determinadas áreas e ditando para si os aspectos relevantes ou não das facetas da realidade retratadas. O espectador não será mais obrigado a assistir política em um telejornal, mesmo não se interessando pela área. A velocidade, a mobilidade e a ubiqüidade permitem a essa pessoa acessar somente canais esportivos, se assim desejar.
O Twitter é fruto dessa nova era. Provavelmente, se concebido anos atrás, uma ferramenta como essa não seria compreendida e cairia em desuso, tendo em vista a própria evolução dos blogs, que passaram de diários virtuais a potenciais meio de comunicação e portais de notícias individualizados, ou seja, divergindo da perspectiva massificadora oferecida pelos MCM, os blogs permitiam uma visão peculiar e distinta da realidade, mostrando uma faceta diferente, critica e verdadeiramente interativa. Auxiliado pela tecnologia atual, o Twitter possibilita ao portador de um aparelho celular moderno ser seu próprio portal de notícias. Ele oferece a capacidade da reprodução da visão cotidiana, rápida, aparentemente irrelevante, de forma a atingir um grande número de pessoas. Numa análise um pouco mais atenta, nota-se que o Twitter não traz nenhuma grande inovação em relação à atual plataforma dos blogs. Na tentativa de diferenciar-se, o software apresenta-se como um microblog, entrando em sintonia plena com o contexto de decadência que precede um novo marco na era digital. O Twitter viabiliza a banalização da informação; permite a veiculação da notícia, da manchete, mas impossibilita o seu aprofundamento. Pois, é claro, não existe tempo para isso.
Em virtude disso, acredito no Twitter como representante radical e escrachado da “sociedade da informação”, onde tudo é relevante, tudo é informação. O software parece um dos últimos degraus dessa evolução, já não encontrando meios de expansão. Logo, evidencia-se a necessidade de uma nova formulação jornalística, resgatando o olhar critico de forma a atentar ao contexto socioeconômico mundial, colocando os indivíduos em harmonia com o fluxo da informação no mundo, não produzindo uma enorme massa alienada, habitante de seu universo particular.